A trama que apresentou Arqueiro Verde em 2006, bem antes de o multiverso dominar a TV

Smallville
Imagem: Divulgação

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Smallville já era um fenômeno televisivo quando decidiu, em setembro de 2006, apresentar um certo arqueiro mascarado que mudaria a cara das séries de super-heróis.

Criada por Alfred Gough e Miles Millar, a atração havia batido recordes de audiência no episódio piloto, assistido por 8,4 milhões de pessoas nos Estados Unidos, tornando-se a estreia mais vista da história da rede The WB.

A sexta temporada, no entanto, precisava renovar o fôlego após cinco anos de vilões da kriptonita e dilemas adolescentes. A solução veio na forma de Oliver Queen, vivido por Justin Hartley, cuja primeira aparição ocorreu no episódio “Sneeze”, exibido em 19 de outubro de 2006.

Vídeo: Canal Clark Fans Brasil

Elenco e bastidores da fase de 2006

Tom Welling (Clark Kent), Kristin Kreuk (Lana Lang), Michael Rosenbaum (Lex Luthor) e Allison Mack (Chloe Sullivan) mantinham o núcleo principal.

A grande novidade foi Justin Hartley, que tinha acabado de estrelar um piloto não aprovado de “Aquaman”.

Impressionados, os produtores ofereceram ao ator um arco de sete episódios como o Arqueiro Verde, transformado depois em presença recorrente até o fim da série, somando 72 participações e até trabalhos de direção no episódio “Dominion”.

Nos bastidores, Glen Winter e James Marshall assumiram a direção de capítulos centrais, enquanto Kelly Souders e Brian Peterson já colaboravam no laboratório de roteiros que pavimentaria o futuro do drama.

As filmagens seguiram em Vancouver, no Canadá, aproveitando locações que se transformavam na fictícia Metropolis e na fazenda dos Kent.

A chegada do vigilante a Smallville

Oliver aparece como um playboy milionário disposto a patrocinar causas sociais, mas logo revela sua identidade secreta e convida Clark a trabalhar em equipe.

Episódios como “Arrow”, “Justice” e “Hydro” introduziram conceitos de Liga da Justiça, reunindo Aquaman (Alan Ritchson), Ciborgue (Lee Thompson Young) e Impulso (Kyle Gallner).

A química entre Hartley e Erica Durance (Lois Lane) adicionou humor e tensão romântica, enquanto a rivalidade empresarial entre Queen Industries e a LuthorCorp aprofundou a mitologia de Lex.

O público respondeu positivamente: a média de audiência da sexta temporada superou 4,9 milhões de espectadores, revigorando a franquia.

A crítica elogiou o uso de efeitos especiais premiados com Leo Awards, sobretudo no episódio “Arrow”, reconhecido por sua fotografia noir e cenas de parkour urbano.

Curiosidades de produção e reconhecimento

  • Spin-off abortado – A CW cogitou um seriado solo do Arqueiro Verde em 2007, mas Hartley recusou tirar o brilho de Smallville, segundo revelou em entrevistas ao fandom.
  • Tecnologia bullet-time econômica – A equipe de efeitos reproduziu, por frações do custo de “Matrix”, o efeito de câmera lenta com 50 câmeras fotográficas sincronizadas, conquistando o Emmy de Edição de Som em 2002.
  • Christopher Reeve no set – Antes de falecer em 2004, o eterno Superman visitou novamente o universo kryptoniano em participação especial, aprovando o novo rumo da série.
  • Recorde de longevidade – Ao chegar ao centésimo nono capítulo, “Smallville” ultrapassou “Stargate SG-1” como o drama de ficção científica mais duradouro da América do Norte.

Onde assistir Smallville hoje

Desde 2023, todas as dez temporadas estão disponíveis no Brasil no catálogo do Amazon Prime Video (teste GRÁTIS por 30 dias), com áudio original e dublagem clássica.

Em algumas regiões, a série também integra a biblioteca da Max (novo nome da HBO Max), mas a licença pode variar conforme acordos locais.

Para nostálgicos da TV a cabo, reprises eventuais seguem na Warner Channel Brasil, emissora que exibiu a produção em primeira mão em 2002.

Outros trabalhos do elenco e da direção

  • Tom Welling – Depois de Smallville, estrelou “Lucifer” como Marcus Pierce/Cain.
  • Justin Hartley – Conquistou nova fama em “This Is Us” (2016-2022) no papel de Kevin Pearson.
  • Erica Durance – Voltou ao universo DC em “Supergirl” como Alura Zor-El (2017-2021).
  • Michael Rosenbaum – Dublou o Flash em “Liga da Justiça Sem Limites” (2004-2006).
  • Alfred Gough e Miles Millar – Criaram “Wednesday” (2022) para a Netflix.

Legado do Arqueiro Verde na série

O sucesso do personagem em 2006 abriu caminho para o boom de super-heróis na televisão. Seis anos depois, a própria CW lançaria “Arrow” (2012), ponto de partida do chamado Arrowverse, com novo ator, Stephen Amell, mas seguindo a trilha construída por Hartley.

Mesmo sem multiverso oficial naquela época, Smallville já experimentava participações cruzadas, viagens temporais e versões alternativas de Clark, elementos que se tornariam padrão em produções posteriores da DC.

O impacto de Smallville e do Arqueiro Verde

Smallville provou que era possível atualizar mitos dos quadrinhos sem deixar de lado o drama juvenil, e a chegada do Arqueiro Verde elevou essa proposta.

A parceria entre Clark e Oliver mostrou um herói vulnerável aprendendo com outro humano, algo raro na época.

Hoje, ao rever o arco de 2006, fica evidente como a série antecipou a febre dos universos compartilhados.

Muito antes de “Crise nas Infinitas Terras” reunir dezenas de personagens na TV, a série já construía pontes entre heróis, apresentando-os a uma audiência que mal conhecia termos como “cross-over”.

Por fim, a aventura de Hartley inspirou fãs e executivos. Se o multiverso domina as telas em 2025, grande parte do crédito cabe à ousadia, que apostou em arco próprio para o Arqueiro Verde quando isso ainda era considerado risco.

O legado permanece vivo nas maratonas do streaming e na memória coletiva de quem, em plena noite de quinta-feira, viu uma flecha verde cortar o céu de Metrópolis pela primeira vez.

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Foto de Augusto Tavares

Augusto Tavares

Me chamo Augusto Tavares, sou formado em Marketing e apaixonado pelo universo dos programas de TV que marcaram época. Como autor trago minha experiência em estratégia de comunicação e criação de conteúdo para escrever artigos que reúnem nostalgia e informação. Meu objetivo é despertar memórias afetivas nos leitores, mostrando como a era de ouro da televisão ainda influencia tendências e comportamentos nos dias de hoje.

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